





Suspeito de grampos autoriza CPI a quebrar sigilos bancário, telefônico e fiscal - O ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Francisco Ambrósio autorizou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara a pedir a quebra de seus sigilos bancário, telefônico e fiscal desde 1998.
Aposentado desde aquele ano, Ambrósio ofereceu a quebra de seu sigilo para que a CPI saiba que ele não teve nenhuma outra fonte de renda nesse período.
"Me disponho a abrir meu sigilo bancário e fiscal para que essa comissão fique tranqüila e com a absoluta verdade de que nesses dez anos não desempenhei nenhum tipo de atividade remuneratória."
Ele presta depoimento à CPI para explicar denúncias de que teria grampeado ilegalmente telefones de autoridades à pedido do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, que coordenou a Operação Satiagraha.
Assim como na Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, Ambrósio negou participação no caso e disse que foi contratado pelo delegado apenas para fazer uma triagem de e-mails em computadores apreendidos.
Ambrósio disse que conheceu Protógenes por meio de um amigo em comum e que, pelo serviço, recebeu R$ 1,5 mil. Segundo ele, os recursos eram da própria Satiagraha. "Não valeu à pena", disse. "Estou sozinho na despesa com a minha defesa", completou.
Ambrósio relatou que, antes de seu depoimento na Polícia Federal, se reuniu com o diretor-adjunto afastado da Abin, José Milton Campana, com o ex-diretor Renato Porciúncula e com o diretor afastado de Contra-inteligência, Paulo Maurício Fortunato.
O ex-agente contou que o encontro ocorreu em um restaurante de comida italiana na Asa Norte, em Brasília, em 5 de setembro, um dia antes do seu depoimento na PF.