modifica tamanho da letraaumenta letra Imprimir Envie para um amigo


Alerj gasta R$ 1,9 milhão com estacionamento

Com viagens, a Alerj desembolsou, no mesmo período, R$ 595 mil. O valor é o registrado no Sistema de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem)

As regalias andam de carro oficial e de avião, no Poder Legislativo do Rio. O aluguel de vagas, no total de 390, para assessores de deputados e funcionários custou ao contribuinte, de janeiro a quinta-feira passada, R$ 1,9 milhão - valor pago pela Assembléia Legislativa para a utilização dois estacionamentos, no Centro do Rio.

Na Câmara do Rio, vereadores têm direito a 15 salários por ano

Na Câmara Municipal do Rio, os 50 vereadores têm direito a 15 salários anuais - no valor de R$ 9.288,05 cada um. Dois deles, a título de auxílio-paletó. São R$ 18.576 por ano - o que daria para comprar 41 ternos por ano em uma loja como a Borelli, por exemplo, onde o conjunto de calça e paletó custa R$ 450.

Os vereadores, que não têm direito a carro oficial, recebem mil litros de gasolina por mês e quatro mil selos. Cada um pode contratar até 20 assessores em seus gabinetes.

Congessos mensais em paraísos naturais

Congressos mensais, em paraísos como Porto de Galinhas, Porto Seguro, Salvador e Foz do Iguaçu, resultaram em R$ 932,6 mil em diárias para toda uma câmara municipal, entre 2004 e 2006.

O caso, em Petrópolis, chamou a atenção do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que, em uma inspeção, decidiu pedir explicações aos vereadores.

Deputado de SP pode alugar escritório por R$ 10 mil

Quinze funcionários para contratar como quiser; um escritório cujo aluguel pode custar até R$ 10.814,80 por mês; R$ 2.250 para a moradia; pagamento mensal de despesas como material de escritório, gasolina, viagens, almoços de trabalho, consultorias e até pesquisas.

Carro oficial dia e noite, mesmo durante as férias. Os parlamentares também têm direito a R$ 24,7 mil por ano para comprar roupas. E um salário mensal de R$ 12.384. Esta é a vida de um deputado estadual de São Paulo.

As despesas extras são chamadas de "verbas de gabinete". Segundo dados de acompanhamento da execução orçamentária da Secretaria de Estado da Fazenda, de janeiro a agosto deste ano, os 94 deputados paulistas gastaram R$ 10,5 milhões nessas despesas miúdas, que são reembolsadas mediante apresentação de notas fiscais e justificativas dos parlamentares.

A verba de gabinete mensal de cada parlamentar não pode exceder R$ 17,7 mil por mês.

A verba de gabinete é estabelecida pela mesa diretora da Assembléia em R$ 17.787,50 por mês. O

s gastos aceitos, mediante a apresentação de recibos, são de gasolina, viagens, locação de imóveis para servir de escritórios políticos, serviços de comunicação (correios), contas de celular, assinatura de revistas, jornais e internet, materiais de escritório, materiais gráficos, consultoria e até contratação de pesquisas de opinião pública.



© 2007 Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização da Infoglobo Comunicações S.A. / Agência O Globo Serviços de Imprensa Ltda.

Compartilhe