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PMDB da Câmara desiste de rebater crítica de Temporão

Ministro da saúde acusou a Funasa de ineficiência

A bancada do PMDB na Câmara desistiu de divulgar nota de repúdio às declarações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que, na semana passada, acusou a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de ineficiência e envolvimento em corrupção.

A decisão de não divulgar a nota foi confirmada hoje pelo líder do partido, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).
A bancada peemedebista, que indicou Danilo Forte para a presidência da Funasa, ficou irritada com a acusação do ministro.

Os deputados haviam programado para as 15 horas de hoje uma reunião de desagravo e solidariedade a Forte. A decisão dos deputados de recuar do protesto e de se limitarem a discutir no encontro a reforma tributária foi tomada no final da manhã de hoje, depois de uma conversa do líder com o ministro Temporão.

A conversa foi intermediada pelo presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que, desde ontem, atua como bombeiro para amenizar a crise entre o ministro e a bancada. "Vamos acabar com essa briga, que não é boa para ninguém, e encontrar uma proposta consensual para modernizar a Funasa", declarou Henrique Eduardo Alves.

Tanto lideranças indígenas quanto o presidente da Funasa e o PMDB estavam insatisfeitos com a decisão do ministro de retirar da Funasa a atribuição de cuidar da saúde dos índios. Deputados do PMDB se queixaram de que a decisão de Temporão significava um esvaziamento da Funasa.

Agora, no entanto, o próprio líder ameniza as reclamações dizendo que o ministro acrescentará às atribuições da Funasa ações e programas de política ambiental e saneamento para pequenas comunidades. A saúde indígena ficará subordinada a uma secretaria do Ministério da Saúde.



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