





A revolução cubana é ainda um dos principais temas de interesse na ilha de Fidel Castro. E a luta dos rebeldes que derrubaram o ex-ditador Fulgêncio Batista tem vasto material à disposição dos turistas. Um bom começo é o Museo de La Revolución. O prédio de 1920 foi residência dos presidente cubanos até a revolução.
Além dos feitos dos rebeldes, um boa parte da história colonial de Cuba é contada. Uma sala inteira é dedicada a Che Guevara e Camilo Cienfuegos, dois "bastiões" da luta armada. Na parte de trás do museu está o memorial Granma onde está exposto o navio de mesmo nome no qual Fidel desembarcou em Cuba para iniciar sua revolução em Sierra Maestra.
Perto dali, uma caminhada pelo Paseo del Prado é um programa e tanto para conhecer hábitos dos cubanos. O boulevard é bastante arborizado, e a parte central da avenida é um calçadão elevado com bancos normalmente ocupados por casais e idosos. O calçadão costuma ser ocupado por alunos que aproveitam o recreio para jogar beisebol. Alunas da escola cubana de balé também utilizam o espaço para praticar.
Em seguida já é possível avistar o domo do Capitólio. O prédio imponente é uma cópia livre do Capitólio de Washington. Sua cúpula mede 92 metros e seu salão central abriga uma das maiores estátuas indoor do mundo com 17 metros de altura.
Dando a volta pelo lado de fora chega-se à Real Fábrica de Tabacos Patargás. O passeio pelas instalações é pago e não é permitido tirar fotos.
Perto dali, em frente ao Hotel Inglaterra, está a Calle Obispo. A rua estreita e repleta de pessoas vai direto até o coração de Habana Vieja: a Plaza de Armas. Mas antes de chegar, não custa fazer uma pausa no El Floridita, um dos bares prediletos do escritor Ernest Hemingway. O daiquiri é clássico, e acompanha muito bem a saborosa porção de iscas de peixe empanado.

Longe dali, no centro de Vedado, está a sede do governo da ilha. Mas a Plaza de La Revolución também mercê um visita sem pressa. O memorial José Martí é uma torre de concreto de 140 metros de altura. A parte de baixo reserva um belíssimo museo que conta toda a trajetória do responsável pela independência da ilha. O topo da torre abriga um mirante que dá uma visão belíssima da ilha.

De lá é possível também ter uma visão privilegiada do clássico edifício que é sede do Ministério do Interior. A fachada conta com uma imensa imagem de Che Guevara.

O Cañonazo
Em Havana é preciso reservar uma noite ao menos para assistir ao Cañonazo. O ritual acontece na Fortaleza de la Cabana, no Castillo del Morro, do outro lado da baía. O local ainda é administrado por militares. Todas as noites, militares em trajes do século XVIII refazem o ritual que anunciava o fechamento da cidade.
Precisamente às 21h um tiro de canhão era disparado e uma barco fechava a entrada da baía com uma corrente. Atualmente a baía permanece aberta, mas o tiro continua sendo disparado. O espetáculo é bastante teatral e muito interessante por oferecer uma visão privilegiada de Havana pela noite. (Fonte: Terra)